Mudanças do ‘Na Mira do Groove’

21 out

Finalmente uma página própria para o Na Mira do Groove foi criada. Depois de já migrar este blog por tudo quanto é plataforma com menos de um ano de existência, agora criei um espaço próprio para divulgar notícias sobre Música, obviamente, e pitacos esporádicos sobre Política, Sociedade, entre outras paradas. (Mas esses assuntos vão ser bvem esporádicos mesmo…)

A ideia é limar esse espaço o quanto antes da rede. Migrem pra lá!!!

 

Ilustrador cria videoclipe sensacional para ‘Kill Your Co-Workers’, do Flying Lotus

19 out

Auto-apelidado de Beeple, o designer e ilustrador digital Mike Winkelmann vive inovando com vídeos malucos e desenhos muito peculiares. Desta vez, suas caricaturas buscaram inspiração na faixa “Kill Your Co-Workers”, lançada este ano pelo Flying Lotus no álbum Pattern + Grid World.

Ao ouvir a canção (e associá-la à letra), fica no ar uma percepção de invasão robótica, talvez fruto de nossos tempos, que dizima o sentimentalismo em prol de uma sociedade operacional. Com ilustrações geométricas e bem coloridas, o clipe da canção aparenta ter um conteúdo lúdico, mostrando placas como “Rainbow is Yummy” (Arco-íris é gostoso [?]) e “Fun is Sweet” (Diversão é legal), com humanos e robôs se divertindo.

Repentinamente, os robôs são programados para matar todos os homens à volta da forma mais cruel possível, até que o botão “Kill” é desativado. Depois disso, os humanos sobreviventes e os robôs passam a conviver normalmente.

Sem palavras, o vídeo é genial!

(Política) Por que eu voto Dilma Rousseff

15 out

Antes de mais nada, é preciso explicar por que vou utilizar um pouco desse espaço para escrever sobre política. Já tive um blog que tratava desse tema com um pouco mais de profundidade, O Atemporal, mas acabei me dedicando demais ao tema música, tanto que acabei ficando dividido por um bom tempo naquele espaço.

Estamos em um período próximo de eleições, e nada mais adequado do que deixar minha posição explícita em um período tão importante quanto esse. Declaro, veementemente, meu apoio à candidata Dilma Rousseff para a Presidência da República.

No primeiro turno, votei na Marina Silva por manter uma utopia de que a política deve tratar os temas com mais seriedade, sem lenga-lenga. Não me arrependo do meu voto, e continuo com essa mesma utopia.

Mas não compactuo com a ideia de que a imprensa deve sempre estar de acordo com os projetos de governo de determinado candidato, esteja a favor da privatização ou conivente com as estratégias claramente defasadas de uma campanha decadente.

O senhor José Serra é um verdadeiro apelão e não poupa termos para criticar aqueles que os criticam. O jornalista do Valor Econômico Sergio Bueno já foi um de seus alvos, a própria TV Record agora está sofrendo processo pela coligação do PSDB, O Brasil Pode Mais, por colocar no ar uma matéria supostamente pró-Dilma.

Vamos aos fatos concretos: e as capas esdrúxulo-provocativas da Revista Veja? E as matérias tendenciosas da toda-poderosa Globo? E os ataques sensacionalistas dos Frias, na tentativa de acabar com a candidata do PT? Esses pequenos detalhes, por si só, já validariam meu apoio à Dilma. Mas a adesão é um pouco mais complexa.

Sempre fui favorável ao Governo Lula e percebo o quanto ele lutou pela erradicação da miséria, criando campanhas assistencialistas que, sim, levaram o Brasil para frente. Acredito que com Dilma Rousseff esse programa desenvolvimentista terá continuidade, já que estamos em ascensão econômica, ainda mais com as descobertas do pré-sal.

Ao contrário do que propagam em muitos spams por aí, Dilma é inteligente e tem competência. Afinal, não é para qualquer um estar a frente do Programa de Governo como Ministra-Chefe da Casa Civil e manter uma boa gestão como Ministra de Minas e Energia.

Ela tem envolvimento com a política e uma história bacana de luta por seus ideais, como a participação de uma organização militante que enfrentou a opressão da Ditadura Militar.

Não é minha pretensão fazer a cabeça de ninguém. Apenas uma opinião, que provavelmente não será censurada por não ter rabo preso com ninguém.

John Legend e The Roots formam a parceria perfeita em Wake Up!

14 out


John Legend ft. The Roots – Wake Up!
★★★★★
Não sei se é a voz de John Legend, a oportuna escolha do repertório, a sincronia praticamente infalível do The Roots ou a densidade das performances que fazem de Wake Up! um álbum prolífico, louvável e repleto de pérolas que deixam qualquer ouvinte estupefato.

John Legend é, talvez, uma das maiores vozes masculinas da atualidade no cenário R&B. E esse talento não podia ser melhor aproveitado em parceria com ?uestlove, BlackThought e companhia, em um trabalho que não apenas revive os clássicos eternos da soul music dos anos 60 e 70, como dá uma roupagem mais moderna sem perder o clima eufórico das apresentações ao vivo.

Hard Times“, canção escrita pelo mestre Curtis Mayfield e já gravada por Baby Huey, abre o disco com muito funk, pontuado pelo piano de Legend e impulsionado pelas guitarras do ‘Captain’ Kirk Douglas. Mais atual do que nunca, a faixa versa sobre as correrias cotidianas de uma ‘crazy town’ e também recebe o complemento mais que bem-vindo dos vocais de BlackThought.

Realçando ainda mais os timbres vocais de Legend, “Wake Up Everybody” trafega por uma melódica soul music com a participação de Common e Melanie Fiona, dando sonoridade à linda capa que ilustra o álbum. “Little Ghetto Boy” é uma ode à vida difícil dos garotos do gueto. A mescla entre o hip hop incisivo de BlackThought e a virada para um R&B mais grooveado de John Legend são os destaques de uma das melhores faixas do álbum – que foi escrita por Donny Hathaway, em 1972.

Já que estamos falando de música negra, além do funk, soul e R&B, o gospel também ganha espaço em “I Wish I Knew How It Would Feel to Be Free”, como se tivesse procurado a libertação sonora por todas as vertentes, dando ainda mais peso para Wake Up!

Wholy Holly”, clássico do rei Marvin Gaye, também não podia estar de fora do setlist. Resgatando todo o espírito confortante do soulman, John Legend e The Roots tentam se aproximar ao máximo possível daquele falsete mágico que integra o grandioso What’s Going On, que dispensa qualquer tipo de comentários e apresentações.

Não dava para esperar outro resultado de Wake Up!: uma voz impecável como a de John Legend, em parceria com o grupo mais versátil (e, por que não, o melhor?) da atualidade, não tinha como dar errado. Eles conseguiram rejuvenescer ainda mais clássicos que não atingem a terceira idade nunca.


Também existe uma versão impagável que o grupo fez da música “Wake Up“, clássico do Arcade Fire que integra o Funeral, um dos melhores álbuns pós-anos 2000. É de chorar!!


Vocalista do Flaming Lips cria um pôster com seu próprio sangue

14 out


Que os integrantes do Flaming Lips são um bando de loucos muita gente já sabe, mas parece que o limite da esquizofrenia vai ainda além de suas canções mais psicodélicas. Depois do lançamento do aclamado Embryonic, o vocalista Wayne Coyne vem fazendo um grande esforço para promovê-lo.

Com uma obsessão maluca por sangue falso nas suas apresentações, desta vez Coyne criou um pôster que simula a capa de Embryonic com uma caveira feita com seu sangue verdadeiro. Isso mesmo, seu próprio sangue. Segue o vídeo abaixo para provar que o cara não está de brincadeira.


Há pouco tempo atrás, a banda também disponibilizou o videoclipe de “See The Leaves“, que só faz confirmar a estranheza da banda. No clipe, uma mulher recebe uma energia de um meteoro e sai pelada distribuindo a magia através do clitóris. Nem é preciso falar que a canção é mais amalucada ainda, né….

SWU: mal acabou a primeira edição e já estão divulgando o line-up para o próximo

13 out


Mal acabou o primeiro SWU e o big boss do evento, Eduardo Fischer, já confirmou que ano que vem tem mais. No mesmo lugar e com o mesmo período de três dias. Entretanto, o publicitário disse que vai separar os dias por gêneros, para não favorecer apenas os roqueiros de plantão. “Não temos compromisso com o rock, então penso em dividir as noites por gêneros musicais. Seria  um dia para o hip hop, um dia para o rock e outro para pop, por exemplo”, afirmou ao jornal Estadão.

Para evitar o perrengue que muita gente passou no final do evento, Fischer afirmou que pretende utilizar a linha de trem que passa ao lado da Fazenda Maeda e disponibilizar quarenta vagões para a galera se locomover. Seria um número pequeno, obviamente, mas com certeza aliviria a pressão dos motoristas de ônibus, que estavam perdidos no meio daquela multidão de desesperados ávidos para retornar ao local de descanso, seja onde for.

Para a segunda edição, que vai rolar na mesma Fazenda Maeda, Fischer prometeu que vai trazer Alice in Chains e System Of A Down. Será que, finalmente, é o prenúncio de que temos um festival só nosso de rock? Se for, que venham muitos outros SWUs por aí!!!

Minha experiência no SWU

12 out


Depois de três dias exaustivos embaixo de um sol fritante pelo dia e um frio rasgante pela noite, dá para se afirmar que o SWU foi um grande evento. Muito mais pela oportunidade de conhecer pessoas de todo o Brasil, sentir a empolgação vibrante de cada fã que enfrentou as adversidades temporais do que pelo contexto geral da organização e até mesmo a apresentação de algumas bandas.

No primeiro dia, a cena era toda do Rage Against the Machine. Zach de La Rocha, Tom Morello, Tim Commeford e Brad Wilk vieram com todo o gás, estava visível logo na abertura de “Testify” e a sequência de “Bulls On Parade“. Nunca tinha visto uma multidão toda empolgada, ensandecida, pedindo para serem beliscados, pois não acreditavam naquilo que contemplavam.

Eu era um desses guris fanáticos, mesmo carregando uma bolsa que continha barraca, roupas e mantimentos para três dias. Joguei todas as tralhas no chão e deixei clássicos como “Wake Up“, “Calm Like a Bomb” e “Know Your Enemy” me guiarem as porradas e chutes das danças ‘pogo’ que eram inevitáveis em um show daquele porte.

Houve um estresse com as falhas sonoras no meio de “Bombtrack” e “Township Rebellion“, mas quem estava lá não hesita em afirmar: valeu a pena todos os perrengues para admirar uma das bandas mais incisivas dos últimos tempos.

Isso sem falar na apresentação visceral de Macaco Bong, que deixou muita gente que não conhecia o grupo boquiaberto com os riffs rasgados de sua sonoridade instrumental. Los Hermanos também trouxe ótimos momentos no sábado, principalmente com o clima nostálgico de canções como “Todo Carnaval Tem Seu Fim” e “O Vencedor“.

No domingo, para mim, quem roubou a cena foi a Joss Stone. Munida apenas de um vestido e com os pés descalços em um dia friorento, a bela cantora mostrou toda a potência de seu vocal, além de exibir uma das melhores performances no dia. Não havia como não se deleitar com seu timbre impecável, que remete a algumas das maiores divas negras do soul. Inclusive, ela fez uma homenagem a Solomon Bourke, que morreu na manhã de domingo, dedicando a canção “Music“.

Apesar dos desavisados fãs do Kings Of Leon comprometerem a apresentação do Dave Matthews Band, o grupo segurou bem com seus metais firmes de canções como “Shake Me Like a Monkey“, que abriu o show, e até mesmo uma versão para o clássico “All Along The Watchtower“, do Bob Dylan.

(Detalhe: me recusei a ver o Kings of Leon, essa banda não tem lá muita coisa que me agrade.)

O último dia, como dava para perceber, era o mais pesado. Cavalera Conspiracy proporcionou momentos de muita berreira tocando alguns clássicos do Sepultura (“Roots Bloody Roots” encerrou com chave de ouro, hein!), mas a noite mesmo era do Queens Of The Stone Age.

Josh Homme e companhia atrasaram cerca de 40 minutos, mas nem isso trouxe desânimo para os mais de 50 mil pelegos que aceitaram as escusas com a abertura de “Feel Good Hit of The Summer” e, na sequência, emendando “The Lost Art Of Keeping a Secret“. Com o Queens, só veio porrada! O melhor show da noite de segunda via consistência no peso de “No One Knows“, “Go With The Flow” e, para encerrar, a pancada de “Song For The Dead“.

O Pixies também trouxe uma fabulosa apresentação, trazendo momentos impagáveis com “Where Is My Mind?“, “Debaser“, “Tame”, “Wave Of Mutilation“, “Bone Machine” e uma porrada de outras.

Linkin Park e Avenged Sevenfold deixaram a noite fria ainda mais deprimente, até vi uma coisa ou outra no telão, mas passei batido. Já estava mais-que-podre dos três dias no evento. Para se ter uma ideia, não acampei no SWU, deixei para procurar outro camping por lá mesmo, na louca.

Consegui uma hospedagem próximo do centro de Itu e fiquei por lá durante os três dias. Conheci gente de tudo quanto é lugar e, por incrível que pareça, não conheci nenhum paulistano diferente. Fui com um amigo no primeiro dia, mas nos outros dois me alojei com uma galera bem divertida e miscigenada: eram dois brasilienses, um deles nascido no Ceará, dois cariocas, dois mineiros, três ou quatro catarinenses, um de Goiânia… essa mistura foi, talvez, uma das coisas mais incríveis que somente um evento do porte do SWU pode proporcionar: a união verdadeira de povos de todos os lugares pela música.

Apesar das falhas da organização,o desrespeito no primeiro dia com o atraso dos policiais (sic!) e com os preços absurdos da cerveja (Heineken em lata por R$6? Aí não dá…) e das comidas, o evento foi, sim, muito bom, inesquecível! Tirei várias fotos, mas acabei perdendo a câmera fotográfica em um bate-cabeça, creio que do Queens Of The Stone Age ou do Cavalera Conspiracy (?!?). Escrevo tão fatigado que não tenho nem mais palavras (minha voz já era faz tempo) para descrever essa experiência riquíssima. Valeu muito a pena! Como disse o Jotabê Medeiros, foi um verdadeiro “Itustock”.

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